terça-feira, 12 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Amargura?!
O meu amor é como um rio. Não pára nem seca. É perene e tem vida própria. Mesmo sem te encontrar ele está vivo e pulsa dentro do meu peito como um vulcão. Vem, não te escondas! Não fujas dessa energia que tenho para ti. O vulcão que tenho dentro do peito dar-te-á mais do que sonhaste!
Amargura é o que sinto por teres escolhido tornar-te invisível. Aparece alma solitária, junta o teu ser ao meu, fica comigo!
Desfaz-me este amargo de boca que é desejar ter-te sem te encontrar! A vida é curta e eu prometo não falhar... nem te faltar...
A minha amargura é relativa porque te não conheço! A minha dor é subjectiva, não padeço!
Porém, contigo, a doçura seria conquista, reconheço.
Acima de tudo seremos felizes, um só... e eu acho que mereço!
Amargura é o que sinto por teres escolhido tornar-te invisível. Aparece alma solitária, junta o teu ser ao meu, fica comigo!
Desfaz-me este amargo de boca que é desejar ter-te sem te encontrar! A vida é curta e eu prometo não falhar... nem te faltar...
A minha amargura é relativa porque te não conheço! A minha dor é subjectiva, não padeço!
Porém, contigo, a doçura seria conquista, reconheço.
Acima de tudo seremos felizes, um só... e eu acho que mereço!
Errante - 03/10/2010
Vencedor
Por vezes considero-me vencedor, outras nem por isso!
É verdade que um vencedor, ainda que parcialmente, o é também em parte um perdedor. Contudo isso não é tão mau como se possa pensar. Analisemos a etimologia das palavras e compreenderemos melhor o seu sentido. Vence-dor é aquele que vence a dor, que consegue ultrapassá-la como pode e segue em frente, resoluto! Ora se assim for o vence dor é também um perdedor. Se perde dor então fica sem ela! Ás vezes fica o vazio! Contudo é melhor vencer a dor, perdendo-a do que nunca a vencer acumulando-a sem jamais a perder...
Quero ser vencedor e perdedor nas quantidades possíveis! Quando se instala o vazio resta espaço para o preencher. Ao invés, se o vazio não se instala mas permanece no estado de preenchido, com dor a mais, não há espaço para acrescentar nada de novo. A consciência não atinge que há que encontrar espaço! vive-se no marasmo! Então... às vezes é preferível o vazio para se começar de novo, sem utilizar termos como vencedor mas outros que não sejam possíveis de escamotear tanto, como "alcançar". Sim, alcance de objectivos. Deixando de parte a dor, os falhanços, recomeçar com o cabaz de aprendizagens repleto...
É verdade que um vencedor, ainda que parcialmente, o é também em parte um perdedor. Contudo isso não é tão mau como se possa pensar. Analisemos a etimologia das palavras e compreenderemos melhor o seu sentido. Vence-dor é aquele que vence a dor, que consegue ultrapassá-la como pode e segue em frente, resoluto! Ora se assim for o vence dor é também um perdedor. Se perde dor então fica sem ela! Ás vezes fica o vazio! Contudo é melhor vencer a dor, perdendo-a do que nunca a vencer acumulando-a sem jamais a perder...
Quero ser vencedor e perdedor nas quantidades possíveis! Quando se instala o vazio resta espaço para o preencher. Ao invés, se o vazio não se instala mas permanece no estado de preenchido, com dor a mais, não há espaço para acrescentar nada de novo. A consciência não atinge que há que encontrar espaço! vive-se no marasmo! Então... às vezes é preferível o vazio para se começar de novo, sem utilizar termos como vencedor mas outros que não sejam possíveis de escamotear tanto, como "alcançar". Sim, alcance de objectivos. Deixando de parte a dor, os falhanços, recomeçar com o cabaz de aprendizagens repleto...
Errante - 03/10/2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Reflexão para ti
Já tanto sofri por ti!
Pela ausência do teu ser e do teu corpo!
Agora, mesmo a ver-te, adormeci.
Nada sinto já, sou como morto!
Sinto neste meu sentir grande agonia.
Não por ter pena de já não desejar-te,
Sinto é medo da minha alma fria,
Que parecia nunca por o amor de parte!
E hoje sinto a alma tranquila, embora morna.
Vazia de emoções que sobressaltam.
Mas sinto a vida mudar de forma.
Como se houvessem compostos que me faltam!
Não posso dizer que nada me deste!
Deixaste-me o vazio como herança.
Mas como sei que esta acabou
Espero recomeçar nova dança!
O luto por ti terminou há muito,
Ficou apenas algum calor armazenado!
Porém acabou por desvanecer-se
E agora estou para ti enregelado!
Não auspicio mais, quero dizê-lo
O que me reserva o futuro, ver-se-á!
Agora é tempo de agradecer,
O teres-te afastado: Melhor não há!
Pela ausência do teu ser e do teu corpo!
Agora, mesmo a ver-te, adormeci.
Nada sinto já, sou como morto!
Sinto neste meu sentir grande agonia.
Não por ter pena de já não desejar-te,
Sinto é medo da minha alma fria,
Que parecia nunca por o amor de parte!
E hoje sinto a alma tranquila, embora morna.
Vazia de emoções que sobressaltam.
Mas sinto a vida mudar de forma.
Como se houvessem compostos que me faltam!
Não posso dizer que nada me deste!
Deixaste-me o vazio como herança.
Mas como sei que esta acabou
Espero recomeçar nova dança!
O luto por ti terminou há muito,
Ficou apenas algum calor armazenado!
Porém acabou por desvanecer-se
E agora estou para ti enregelado!
Não auspicio mais, quero dizê-lo
O que me reserva o futuro, ver-se-á!
Agora é tempo de agradecer,
O teres-te afastado: Melhor não há!
Errante-10/09/10
Procura
Procuro aquilo que talvez tenha,
Esta infinita paz que vou vivendo.
Mas como o ser humano é egoísta,
Quer sempre algo que desconhece que existe!
Desvalorizamos o momento, ou não o valorizamos a seu tempo
Para depois vir a reflectir
Que não havia razão para desalento!
Há que abandonar a procura.
Ir vivendo cada instante.
Saborear o que temos, com doçura.
Não querer de mais, nem desejar demais!
O presente é o presente, é uma certeza.
O futuro é desconhecido, por vezes tortura!
De nada vale desejá-lo com intensidade tal,
Que nos percamos do hoje e procuremos mal!
Esta infinita paz que vou vivendo.
Mas como o ser humano é egoísta,
Quer sempre algo que desconhece que existe!
Desvalorizamos o momento, ou não o valorizamos a seu tempo
Para depois vir a reflectir
Que não havia razão para desalento!
Há que abandonar a procura.
Ir vivendo cada instante.
Saborear o que temos, com doçura.
Não querer de mais, nem desejar demais!
O presente é o presente, é uma certeza.
O futuro é desconhecido, por vezes tortura!
De nada vale desejá-lo com intensidade tal,
Que nos percamos do hoje e procuremos mal!
Errante-10/09/10
Pegadas na areia
É Setembro e as marés são mais revoltas,
As águas invadem a praia em marés vivas,
Que morrem como nasceram no mesmo dia.
A areia fica húmida e alisada,
Depois com pegadas adornada!
Imagino os pés humanos que a pisaram,
São vidas, almas que sulcaram a areia,
Que tem todas uma uma história associada!
São vidas repletas de sonhos e pesadelos.
Vidas anónimas deste mundo,
Tão importantes como as de menor anonimato.
São gente, membros da sociedade.
Seres que sentem e que deixam as marcas neste mundo,
Efémeras é certo,
Como as pegadas na areia molhada!
As águas invadem a praia em marés vivas,
Que morrem como nasceram no mesmo dia.
A areia fica húmida e alisada,
Depois com pegadas adornada!
Imagino os pés humanos que a pisaram,
São vidas, almas que sulcaram a areia,
Que tem todas uma uma história associada!
São vidas repletas de sonhos e pesadelos.
Vidas anónimas deste mundo,
Tão importantes como as de menor anonimato.
São gente, membros da sociedade.
Seres que sentem e que deixam as marcas neste mundo,
Efémeras é certo,
Como as pegadas na areia molhada!
Errante-10/09/10
Mar
Significa grande, quase infinito
A linha do horizonte esconde as fronteiras!
Mar é grande demais e de facto infinito
Pelas sensações que provoca, pela inspiração que transmite.
É grandeza inquantificável,
no tamanho,
nas emoções,
nos estados de alma!
O Mar é vida, é cor, é som, é poesia...
Mar é pai, é mãe, é útero, é sémen que cria.
O Mar é fonte, de angústias, trabalhos...
Mas também confidente de desabafos e alegrias.
O Mar é réu, testemunha, Advogado, Juiz!
É uma força renovada!
É tão citado, porém indizível.
É o que cada um quiser.
É sopro, é cheiro é espuma...é energia!
É tudo e muito mais,
E mesmo tentando o "muito mais",
Jamais o descreveria!
A linha do horizonte esconde as fronteiras!
Mar é grande demais e de facto infinito
Pelas sensações que provoca, pela inspiração que transmite.
É grandeza inquantificável,
no tamanho,
nas emoções,
nos estados de alma!
O Mar é vida, é cor, é som, é poesia...
Mar é pai, é mãe, é útero, é sémen que cria.
O Mar é fonte, de angústias, trabalhos...
Mas também confidente de desabafos e alegrias.
O Mar é réu, testemunha, Advogado, Juiz!
É uma força renovada!
É tão citado, porém indizível.
É o que cada um quiser.
É sopro, é cheiro é espuma...é energia!
É tudo e muito mais,
E mesmo tentando o "muito mais",
Jamais o descreveria!
Errante-10/09/10
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Setembro
Gosto de Setembro quando o sol nos beija. Nos envolve num abraço e já não aleija.
Gosto de Setembro porque sim, porque regressa a calma. Porque o som da ondas do mar já não se confunde com o reboliço e reconforta a alma.
Gosto de Setembro, dos "Setembros" de todos os anos. Setembro é cheiro a terra molhada. É cheiro a compotas, a marmelada...
Setembro é recomeço, são castanheiros maduros, uvas douradas. É um novo ciclo que começa, é o final das correrias e das touradas!
Gosto de Setembro e das manhãs de Setembro, bem orvalhadas. Gosto do campo e das cores esbatidas a ficar acastanhadas. Dos trigais, do milho, da avelãs pelo chão, dos figos e do regresso ao trabalho já sem nenhuma exaustão.
Gosto de Setembro porque sim, porque regressa a calma. Porque o som da ondas do mar já não se confunde com o reboliço e reconforta a alma.
Gosto de Setembro, dos "Setembros" de todos os anos. Setembro é cheiro a terra molhada. É cheiro a compotas, a marmelada...
Setembro é recomeço, são castanheiros maduros, uvas douradas. É um novo ciclo que começa, é o final das correrias e das touradas!
Gosto de Setembro e das manhãs de Setembro, bem orvalhadas. Gosto do campo e das cores esbatidas a ficar acastanhadas. Dos trigais, do milho, da avelãs pelo chão, dos figos e do regresso ao trabalho já sem nenhuma exaustão.
Errante - 6/9/2010
Solidão
Solidão é solidão, ponto. Mas há solidão de vários tipos. Pensei em dois que são para mim macro, a solidão sozinha e a solidão acompanhada. A solidão em si é conotada como algo mau, tristeza, angústia e até depressão. Pode ser ou não! Há sempre forma de fazer da solidão, alegria, momentos mesmo a solo aprazíveis. Apenas não se partilha esse estado de espírito com ninguém porque estamos sós! É como a célebre expressão "fazer das fraquezas força".
Criei uma imagem dos dois tipos de solidão que identifiquei: solidão acompanhada é, para mim (que sou adepto do "néctar dos deuses"), como comer o prato preferido acompanhado com água. Solidão sozinha é por vezes saborear o prato preferido mas frio e embora acompanhado com um bom vinho! Qual a melhor solução? Talvez nenhuma seja ideal, embora prefira de longe a segunda. Resta-me a embriaguez que o vinho possa provocar-me (se abusar). Na primeira constatação estou só, "ensimesmado", angustiado e apesar de acompanhado fisicamente, estou lúcido. Nesse caso sinto cada indiferença, cada ingratidão como uma lança! Assim, a minha escolha, quando a opção se impôs entre uma e outra, foi a segunda. Sinto-me bem a ponto de classificar esta como a melhor das "solidões"! Tenho até medo de me tornar um solitário compulsivo, obsessivo, pois há momentos em que me sinto tão bem...
Criei uma imagem dos dois tipos de solidão que identifiquei: solidão acompanhada é, para mim (que sou adepto do "néctar dos deuses"), como comer o prato preferido acompanhado com água. Solidão sozinha é por vezes saborear o prato preferido mas frio e embora acompanhado com um bom vinho! Qual a melhor solução? Talvez nenhuma seja ideal, embora prefira de longe a segunda. Resta-me a embriaguez que o vinho possa provocar-me (se abusar). Na primeira constatação estou só, "ensimesmado", angustiado e apesar de acompanhado fisicamente, estou lúcido. Nesse caso sinto cada indiferença, cada ingratidão como uma lança! Assim, a minha escolha, quando a opção se impôs entre uma e outra, foi a segunda. Sinto-me bem a ponto de classificar esta como a melhor das "solidões"! Tenho até medo de me tornar um solitário compulsivo, obsessivo, pois há momentos em que me sinto tão bem...
Errante - 6/9/2010
sábado, 6 de março de 2010
Somos maiores
Somos maiores se sorrirmos,
Somos maiores se se levantarmos a cabeça sem baixar a dos outros!
Somos maiores sempre que encaramos a vida pela positiva!
Somos maiores se relativizarmos tanta coisa...
Somos maiores sempre que estamos bem com a nossa consciência.
Somos maiores sempre que amamos e maiores somos de cada vez que somos incapazes de odiar!
Somos maiores sempre que queremos,
Maiores somos sempre que o quisermos!
Somos maiores se se levantarmos a cabeça sem baixar a dos outros!
Somos maiores sempre que encaramos a vida pela positiva!
Somos maiores se relativizarmos tanta coisa...
Somos maiores sempre que estamos bem com a nossa consciência.
Somos maiores sempre que amamos e maiores somos de cada vez que somos incapazes de odiar!
Somos maiores sempre que queremos,
Maiores somos sempre que o quisermos!
Errante - 06/03/2010
Voltei a pintar!
Voltei a pintar uma tela,
Voltei a ser eu.
Quando pinto o mundo "acaba";
Sou só eu, a tela, a tinta, pincéis!
Sou o criador. De quê? Que me importa!
Crio o que quero e o que sai mas sou eu!
Abstraio-me de tudo, do cansaço da vida, de tudo quanto me interessa menos...
Voo, num voo alucinante em que tudo fica distante!
Regresso ao fundo da minha alma e depois...
Termino a tela e instala-se uma paz, uma calma!
Voltei a pintar e a vida só pode sorrir-me pois estou de volta.
estou de novo pronto para tudo;
Para amar, ou talvez não!
Voltei, isso é que importa!
Para já, voltei às telas... ao prazer de voar...
Errante 06/03/2010
Voltei a ser eu.
Quando pinto o mundo "acaba";
Sou só eu, a tela, a tinta, pincéis!
Sou o criador. De quê? Que me importa!
Crio o que quero e o que sai mas sou eu!
Abstraio-me de tudo, do cansaço da vida, de tudo quanto me interessa menos...
Voo, num voo alucinante em que tudo fica distante!
Regresso ao fundo da minha alma e depois...
Termino a tela e instala-se uma paz, uma calma!
Voltei a pintar e a vida só pode sorrir-me pois estou de volta.
estou de novo pronto para tudo;
Para amar, ou talvez não!
Voltei, isso é que importa!
Para já, voltei às telas... ao prazer de voar...
Errante 06/03/2010
Bons "sabores" da vida
Dependo de mim e, pode não parecer, mas vivo intensamente!
Conto quase só comigo,
Mas vivo o momento na mais pura descontracção!
Planeio o dia a dia,
Uma ida ao cinema, ao teatro,
porque não?
Agendo uma viagem,
Levanto-me com coragem e com espírito de missão!
Leio o meu livro, arrumo a casa, ou não!
Ando apressado, deixo a roupa suja no chão!
O lava loiça está cheio, coloco a loiça na máquina, ou não...
Não sou conduzido, impelido!
Sou eu! Sou livre de qualquer grilhão...
Sou e estou tranquilo, feliz...
Porque não?!
Errante - 06/03/2010
Conto quase só comigo,
Mas vivo o momento na mais pura descontracção!
Planeio o dia a dia,
Uma ida ao cinema, ao teatro,
porque não?
Agendo uma viagem,
Levanto-me com coragem e com espírito de missão!
Leio o meu livro, arrumo a casa, ou não!
Ando apressado, deixo a roupa suja no chão!
O lava loiça está cheio, coloco a loiça na máquina, ou não...
Não sou conduzido, impelido!
Sou eu! Sou livre de qualquer grilhão...
Sou e estou tranquilo, feliz...
Porque não?!
Errante - 06/03/2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Estou aqui!
Estou aqui...
Estou pronto!
Pronto para agarrar a vida, o momento.
Sinto-me enérgico, a regressar do torpor!
A recompor-me.
Sinto o sangue pulsar-me nas veias,
O brilho a regressar-me aos olhos,
Sinto que os meus projectos vão avançar...
Amo cada dia, por menos bom que possa parecer!
Para mim é bom, pois sinto que estou a viver,
Deixei de ser um eco de uma qualquer outra voz.
Dialogo comigo mesmo: aqui estamos nós!
Já ninguém me pára pois corro veloz...
Eu estou aqui hoje e amanhã acolá
Não há tempo para a dúvida,
O tempo, matreiro, não volta para trás!
Aguentem-me, eu estou aqui...
E espero que este exercício não me faça mal,
Vivo o agora com uma força tal
Que o rio muda o seu curso!
Eu estou,
Aqui...
Estou pronto!
Pronto para agarrar a vida, o momento.
Sinto-me enérgico, a regressar do torpor!
A recompor-me.
Sinto o sangue pulsar-me nas veias,
O brilho a regressar-me aos olhos,
Sinto que os meus projectos vão avançar...
Amo cada dia, por menos bom que possa parecer!
Para mim é bom, pois sinto que estou a viver,
Deixei de ser um eco de uma qualquer outra voz.
Dialogo comigo mesmo: aqui estamos nós!
Já ninguém me pára pois corro veloz...
Eu estou aqui hoje e amanhã acolá
Não há tempo para a dúvida,
O tempo, matreiro, não volta para trás!
Aguentem-me, eu estou aqui...
E espero que este exercício não me faça mal,
Vivo o agora com uma força tal
Que o rio muda o seu curso!
Eu estou,
Aqui...
Errante - 30/01/2010
Recusa!
Recuso-me a ser o muro das lamentações!
Não quero ser um mero depósito de queixas ou desilusões.
Mereço mais, quero mais, ambiciono melhor!
Posso não voltar a conhecer o amor,
Posso jamais experimentar esse tipo de dor.
Quero viver, sorrir, vibrar...
Beber um copo de vinho, sem remorso
Ver um filme que seja sem gosto,
Dormir a desoras, cheirar a fumo
Entender que há mundos neste mundo...
Quero ficar à superfície ou mergulhar fundo!
Quero viver e sentir que vivi!
Não quero que o meu tempo se esgote,
E sentir que apenas existi...
Não quero ser um mero depósito de queixas ou desilusões.
Mereço mais, quero mais, ambiciono melhor!
Posso não voltar a conhecer o amor,
Posso jamais experimentar esse tipo de dor.
Quero viver, sorrir, vibrar...
Beber um copo de vinho, sem remorso
Ver um filme que seja sem gosto,
Dormir a desoras, cheirar a fumo
Entender que há mundos neste mundo...
Quero ficar à superfície ou mergulhar fundo!
Quero viver e sentir que vivi!
Não quero que o meu tempo se esgote,
E sentir que apenas existi...
Errante 30/01/2010
Alma refrigerada
Afasta-te de mim, alma refrigerada!
Encontra o teu túmulo pois não vales nada!
És sensível á dor física;
Quanto à infligida a outrém?
É por ti ignorada.
Não fazes falta, és já cinza que o vento espalhou!
És particula divisível, dividida;
Que paira ao sabor da brisa!
Vai-te alma gelada,
Que de tanto procurar,
Nada constrói, nem encontra nada!
Afasta-te, vai para longe...
Sem ti, sou eu, sou mais que tudo!
Sem ti começo a viver,
A encontrar-me...
Encontra o teu túmulo pois não vales nada!
És sensível á dor física;
Quanto à infligida a outrém?
É por ti ignorada.
Não fazes falta, és já cinza que o vento espalhou!
És particula divisível, dividida;
Que paira ao sabor da brisa!
Vai-te alma gelada,
Que de tanto procurar,
Nada constrói, nem encontra nada!
Afasta-te, vai para longe...
Sem ti, sou eu, sou mais que tudo!
Sem ti começo a viver,
A encontrar-me...
Errante - 01/2010
Subscrever:
Comentários (Atom)