segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Solidão

Solidão é solidão, ponto. Mas há solidão de vários tipos. Pensei em dois que são para mim macro, a solidão sozinha e a solidão acompanhada. A solidão em si é conotada como algo mau, tristeza, angústia e até depressão. Pode ser ou não! Há sempre forma de fazer da solidão, alegria, momentos mesmo a solo aprazíveis. Apenas não se partilha esse estado de espírito com ninguém porque estamos sós! É como a célebre expressão "fazer das fraquezas força".
Criei uma imagem dos dois tipos de solidão que identifiquei: solidão acompanhada é, para mim (que sou adepto do "néctar dos deuses"), como comer o prato preferido acompanhado com água. Solidão sozinha é por vezes saborear o prato preferido mas frio e embora acompanhado com um bom vinho! Qual a melhor solução? Talvez nenhuma seja ideal, embora prefira de longe a segunda. Resta-me a embriaguez que o vinho possa provocar-me (se abusar). Na primeira constatação estou só, "ensimesmado", angustiado e apesar de acompanhado fisicamente, estou lúcido. Nesse caso sinto cada indiferença, cada ingratidão como uma lança! Assim, a minha escolha, quando a opção se impôs entre uma e outra, foi a segunda. Sinto-me bem a ponto de classificar esta como a melhor das "solidões"! Tenho até medo de me tornar um solitário compulsivo, obsessivo, pois há momentos em que me sinto tão bem...

Errante - 6/9/2010

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