Pela ausência do teu ser e do teu corpo!
Agora, mesmo a ver-te, adormeci.
Nada sinto já, sou como morto!
Sinto neste meu sentir grande agonia.
Não por ter pena de já não desejar-te,
Sinto é medo da minha alma fria,
Que parecia nunca por o amor de parte!
E hoje sinto a alma tranquila, embora morna.
Vazia de emoções que sobressaltam.
Mas sinto a vida mudar de forma.
Como se houvessem compostos que me faltam!
Não posso dizer que nada me deste!
Deixaste-me o vazio como herança.
Mas como sei que esta acabou
Espero recomeçar nova dança!
O luto por ti terminou há muito,
Ficou apenas algum calor armazenado!
Porém acabou por desvanecer-se
E agora estou para ti enregelado!
Não auspicio mais, quero dizê-lo
O que me reserva o futuro, ver-se-á!
Agora é tempo de agradecer,
O teres-te afastado: Melhor não há!
Errante-10/09/10
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