Quero explorar sem sentir.
Quero beber do rio das palavras
Que cores de tinta souberam preencher.
Quero o grito
Quero o espaço
Quero inventar sem sofrer
Quero acordar sem saber.
Quero as mãos divinas
Quero ser,
Quero do outro mundo
Levantar-me sem saber.
Quero olhar e conseguir ver
Quero moldar com prazer
Quero chorar sem ver
Quero sentir, profundo, querer...
Quero o princípio do fim
Quero mãos de lama
Quero escultura que me chama
Quero viver com calma.
Quero pintar sem dor
Quero sentir sem saber
Quero agarrar as mãos ternas
Que na construção me dão prazer.
Quero querer
Quero viver
Quero tanto!
A tela viva preencher."
Paulo Themudo "Devir de vir"
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